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Será que eu tenho ansiedade mesmo? Conheça os sinais, causas e quando buscar ajuda

  • Foto do escritor: Anna Beatriz Barbosa Dorado
    Anna Beatriz Barbosa Dorado
  • 5 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de dez. de 2025

Muita gente se pergunta: “será que eu tenho ansiedade mesmo?”. Essa dúvida é comum, especialmente porque sentir ansiedade faz parte da experiência humana. Em algum nível, todos nós sentimos medo, tensão ou preocupação diante de desafios. Porém, quando esses sentimentos se tornam intensos, persistentes ou começam a atrapalhar o cotidiano, é importante prestar atenção.


Neste artigo, você vai entender o que diferencia a ansiedade “normal” da ansiedade que merece cuidado, quais são os sinais mais comuns e como a psicoterapia baseada em evidências pode ajudar.


O que é ansiedade?


A ansiedade é uma resposta natural do corpo diante de possíveis ameaças. Ela prepara o organismo para agir, aumentando a atenção e a energia. Aaron Beck, um dos fundadores da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), explica que a ansiedade surge quando interpretamos uma situação como perigosa, mesmo que ela não represente uma ameaça real ou proporcional (Beck & Clark, 2012).


Isso significa que o gatilho da ansiedade nem sempre é o que acontece, mas como interpretamos o que acontece.


Quando a ansiedade deixa de ser normal?


Sentir ansiedade não é, por si só, um problema. A questão central é a intensidade, a frequência e o impacto.


Você pode estar lidando com ansiedade significativa quando:

  • a preocupação parece “não desligar”, mesmo sem motivo claro;

  • o corpo reage com tensão, falta de ar, tremores, taquicardia ou desconfortos constantes;

  • o sono fica prejudicado por pensamentos acelerados;

  • tarefas simples exigem um esforço enorme;

  • surge medo de situações rotineiras, como falar em público, sair de casa ou tomar decisões;

  • há sensação de que “vai dar algo errado”, mesmo sem evidências.


O DSM-5-TR descreve que os transtornos de ansiedade envolvem medo e preocupação excessivos, geralmente difíceis de controlar e que duram semanas ou meses (American Psychiatric Association, 2022).


Por que isso acontece?


Diversos fatores podem contribuir:


1. Esquemas emocionais profundos

Segundo Robert Leahy (2011), algumas pessoas aprendem desde cedo a interpretar emoções como perigosas ou incontroláveis. Isso faz com que pequenas situações despertem reações intensas.


2. Padrões de pensamento

A TCC mostra que interpretações distorcidas, como catastrofização, generalização ou leitura mental, alimentam a ansiedade.


3. Experiências de vida

Situações de estresse prolongado, perdas, cobranças excessivas e ambientes instáveis podem aumentar a sensibilidade emocional.


4. Fatores biológicos

A neurociência indica que algumas pessoas têm sistemas de alerta mais reativos, o que torna a resposta ansiosa mais frequente.


Como saber se é ansiedade ou só estresse?


Uma boa forma de observar é perguntar:

  • Isso interfere no meu trabalho, estudos ou relações?

  • Sinto que perdi o controle sobre minhas emoções?

  • Evito situações por medo ou desconforto?

  • Meu corpo está constantemente em alerta?


Se você respondeu sim para várias dessas perguntas, pode ser importante procurar acompanhamento profissional.


A ansiedade tem tratamento?


Sim, e os resultados costumam ser muito positivos.


A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma das abordagens mais eficazes segundo diversas pesquisas clínicas (Hofmann et al., 2012). Ela ajuda a:

  • identificar padrões de pensamento que alimentam o medo;

  • compreender emoções com mais clareza;

  • desenvolver estratégias para lidar com sintomas físicos;

  • enfrentar situações temidas sem tanto sofrimento;

  • reduzir preocupações e ruminações.


O tratamento pode incluir técnicas de respiração, reestruturação cognitiva, exposição gradual, treino de habilidades e autocompaixão.


Quando buscar ajuda?


Procure apoio quando:

  • a ansiedade está atrapalhando sua rotina;

  • você sente que perdeu o controle sobre as preocupações;

  • surgem sintomas físicos intensos;

  • a sensação de ameaça é constante, mesmo sem motivo claro;

  • há medo de “enlouquecer”, desmaiar ou perder o controle.


Quanto antes houver acolhimento e orientação, mais leve tende a ser o processo de cuidado.


Sentir ansiedade não significa que algo está errado com você


A ansiedade fala de necessidades emocionais, histórias e formas de lidar com o mundo. Ela não define quem você é, e pode ser compreendida, regulada e acolhida. Se você suspeita que a ansiedade está ocupando espaço demais na sua vida, procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem e autocuidado.


Referências

  • American Psychiatric Association. DSM-5-TR: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (2022).

  • Beck, A. T., & Clark, D. A. Vencendo a Ansiedade e a Preocupação com a TCC (2012).

  • Hofmann, S. G., Asnaani, A., Vonk, I. J., Sawyer, A. T., & Fang, A. The Efficacy of Cognitive Behavioral Therapy: A Review of Meta-Analyses (2012).

  • Leahy, R. L. Regulação Emocional em Psicoterapia (2011).

 
 
 

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© 2025 por Anna Beatriz Barbosa Dorado, Psicóloga.

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